Notícia: Prêmio Jovem Cientista amplia oportunidades e fortalece carreira de jovens pesquisadores

Prêmio Jovem Cientista amplia oportunidades e fortalece carreira de jovens pesquisadores

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Inteligência artificial para o bem comum é tema da nova edição, que tem inscrições abertas até 14 de agosto para estudantes de todo o país 

Em um palco de premiação, duas pessoas posam lado a lado para uma fotografia. À esquerda, uma mulher usa blusa verde de mangas compridas, calça escura e óculos. À direita, um jovem veste terno escuro, camisa branca e gravata listrada, sorrindo enquanto segura um troféu ou placa de homenagem.
Gabriel Silva na cerimônia da 30ª edição do Prêmio Jovem Cientista. Foto: Divulgação.

“Existe minha carreira antes e outra depois do Prêmio Jovem Cientista”, afirma Gabriel Silva, vencedor do terceiro lugar na categoria Estudantes do Ensino Superior do Prêmio Jovem Cientista, em 2024. Na época, ele estava iniciando o mestrado em Medicina Tropical na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Segundo Gabriel, o reconhecimento trouxe visibilidade para seu trabalho e novas oportunidades profissionais. 

“Depois do resultado, passei a receber reconhecimento de pesquisadores, professores e instituições. Na Fiocruz, especialmente, meu trabalho ganhou bastante destaque. Tive a oportunidade de apresentar a pesquisa, ministrar palestras e dialogar com diferentes públicos. Foi importante ver um trabalho voltado para a saúde pública e para populações vulneráveis ganhar visibilidade”, conta o jovem pesquisador, que trabalha com o sequenciamento genético do vírus da dengue. 

Gabriel vive em Duque de Caxias, Região Metropolitana do Rio, e chegou a ser homenageado pela Câmara Municipal. Além do estudo, hoje ele também atua como agente de endemias na cidade.  

Assim como aconteceu com o Gabriel, mais uma edição do PJC traz novas oportunidades para estudantes e pesquisadores em todo o país. Com o tema “Inteligência Artificial para o Bem Comum”, a 32ª edição do Prêmio Jovem Cientista está com inscrições abertas até 14 de agosto.  

A iniciativa, promovida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico em parceria com a Fundação Roberto Marinho, conta com patrocínio master da Shell e apoio de mídia da Editora Globo e do Canal Futura. O prêmio reconhece projetos de pesquisa desenvolvidos por estudantes do ensino médio, ensino superior, mestrado e doutorado em diferentes áreas do conhecimento.

O acesso a mais oportunidades também é destacado por Arienny Souza, de Belém (PA), vencedora do primeiro lugar na categoria Estudantes do Ensino Superior da 30ª edição do Prêmio Jovem Cientista. 

“Recebi muitos convites para participar de pesquisas, palestras e eventos científicos. Além disso, pude cursar o mestrado com mais conforto e segurança, já que fui contemplada com uma bolsa de pesquisa do CNPq. Vivi experiências e tive acesso a espaços que, até então, jamais imaginei alcançar, sobretudo como mulher negra, pesquisadora e amazônida”, relata a jovem. 

Para ela, a premiação representou um divisor de águas em sua trajetória. “O Prêmio Jovem Cientista foi uma grande oportunidade que abriu portas para um mundo que eu ainda não conhecia”, afirma. 

Fotografia registrada durante uma cerimônia de premiação. No centro da imagem, duas mulheres posam sorrindo para a câmera. À esquerda, uma mulher de cabelos cacheados curtos, óculos e roupa verde escura mantém um dos braços ao redor da premiada. À direita, uma jovem de cabelos longos e cacheados, usando óculos, blusa vinho com laço na gola e blazer preto, segura uma placa de reconhecimento.
A estudante Arienny Souza venceu o primeiro lugar na categoria Estudantes do Ensino Superior. Foto: Divulgação.

Arienny e Gabriel conquistaram o Prêmio Jovem Cientista com pesquisas desenvolvidas ainda na graduação. Para ambos, a experiência reforçou o desejo de seguir a carreira acadêmica e serviu de impulso para aprofundar os estudos no mestrado. 

Após a premiação, Gabriel deu continuidade à pesquisa sobre dengue iniciada na graduação. O trabalho premiado identificou uma lacuna importante na quantidade de sequências genômicas do vírus mapeados no estado do Rio. No mestrado, ele realizou o sequenciamento de 35 amostras para reconstruir o histórico da circulação da dengue e ampliar o conhecimento sobre os genótipos e linhagens virais presentes. A expectativa é que os resultados contribuam para o monitoramento epidemiológico e a previsão de novos surtos da doença. 

Com a conclusão do mestrado, Gabriel se prepara agora para iniciar o doutorado na mesma instituição, já com uma bolsa de pesquisa do CNPq, conquistada por meio do Prêmio Jovem Cientista. 

A pesquisa de Arienny, por sua vez, investiga o assédio sexual online e os impactos dessa violência na trajetória de mulheres no ambiente acadêmico. Atualmente no mestrado, ela pretende seguir na carreira universitária. 

“Meu principal objetivo profissional é concluir o mestrado e, posteriormente, o doutorado, para me tornar professora universitária. A educação e a iniciação científica transformaram profundamente a minha vida, e sinto que tenho o dever de retribuir isso por meio do ensino, da pesquisa e da formação de novos estudantes”, afirma. 

Educação que abre portas 

Os nove vencedores do Prêmio Jovem Cientista recebem laptops, bolsas do CNPq e prêmios em dinheiro que variam entre R$ 5 mil e R$ 40 mil. As categorias contempladas são: Mestre e Doutor; Estudante do Ensino Superior; Estudante do Ensino Médio, além de Mérito Institucional, que reconhece uma universidade e uma escola pelo desempenho na edição.  

Gabriel conta que se inscreveu no Prêmio Jovem Cientista sem grandes expectativas, motivado principalmente pelo interesse no tema da edição. Apesar da candidatura despretensiosa, dedicou atenção especial à elaboração do trabalho e ao cumprimento dos critérios previstos no edital. “Eu jamais imaginei que venceria o Prêmio Jovem Cientista. Às vezes, uma simples inscrição pode abrir portas que você nunca imaginou que existiam” afirma. 

Os estudantes premiados também participam de uma cerimônia em Brasília. Além de celebrar os projetos vencedores, o evento proporciona uma imersão no universo da pesquisa científica, com a oportunidade de conhecer a capital federal, trocar experiências com outros jovens pesquisadores e dialogar com representantes das instituições parceiras. 

Embora essa conquista possa parecer distante para muitos estudantes, Arienny incentiva os jovens a acreditarem em seu potencial e aproveitarem as oportunidades que surgem. Segundo ela, para quem enfrenta desigualdades sociais e econômicas, alcançar reconhecimento acadêmico ou profissional pode parecer um sonho difícil. Sua própria trajetória, no entanto, mostra que a educação e a pesquisa podem abrir caminhos e transformar vidas. 

Arienny resume: “iniciativas como essa são instrumentos de transformação social e podem ajudar a mudar a realidade material de muitas pessoas, assim como aconteceu comigo”. Além do valor financeiro e das oportunidades, ela destaca o impacto simbólico da conquista em sua trajetória e na representatividade de outras mulheres negras e periféricas na ciência.  

“Ser uma mulher negra, periférica e amazônida recebendo um dos maiores prêmios de divulgação científica do Brasil carrega um peso histórico muito grande. Ganhar esse prêmio me trouxe esperança de um futuro melhor para mim, para minha família e para todos aqueles e aquelas que, assim como eu, necessitam de oportunidades” conclui Arienny.

Sobre a Fundação Roberto Marinho

A Fundação Roberto Marinho inova, há mais de 40 anos, em soluções de educação para não deixar ninguém para trás.  Promove, em todas as suas iniciativas, uma cultura de educação de forma encantadora, inclusiva e, sobretudo, emancipatória, em permanente diálogo com a sociedade. Desenvolve projetos voltados para a escolaridade básica e para a solução de problemas educacionais que impactam nas avaliações nacionais, como distorção idade-série, evasão escolar e defasagem na aprendizagem. A Fundação realiza, de forma sistemática, pesquisas que revelam os cenários das juventudes brasileiras. A partir desses dados, políticas públicas podem ser criadas nos mais diversos setores, em especial, na educação. Incentivar a inclusão produtiva de jovens no mundo do trabalho também está entre as suas prioridades, assim como a valorização da diversidade e da equidade. Com o Canal Futura fomenta, em todo o país, uma agenda de comunicação e de mobilização social, com ações e produções audiovisuais que chegam ao chão da escola, a educadores, aos jovens e suas famílias, que se apropriam e utilizam seus conteúdos educacionais.  Mais informações no Portal da Fundação Roberto Marinho. Saiba mais: www.frm.org.br.  

Sobre o CNPq    

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), criado em 1951, foi o principal ator na construção, consolidação e gestão do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. O CNPq é vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e sua atuação se dá, principalmente, por meio do apoio financeiro a projetos científicos, selecionados por chamadas públicas lançadas periodicamente, e pela concessão de bolsas de pesquisa. Atualmente, são cerca de 90 mil bolsistas em diversas modalidades, desde a iniciação científica até o mais alto nível, as bolsas de Produtividade em Pesquisa. O CNPq também gerencia programas estratégicos para o país, como o de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), empregando recursos próprios ou oriundos de parcerias nacionais com fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAPs), universidades, ministérios e empresas públicas e privadas, além das parcerias internacionais. Atua na divulgação científica, com o apoio a feiras de ciências, olimpíadas, publicações e eventos científicos, em especial a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Desde sua criação, o CNPq se encarrega de uma expressiva agenda de cooperação internacional, com destaque à colaboração em programas internacionais - bilaterais, regionais e multilaterais. Por meio do apoio a projetos conjuntos, do intercâmbio de pesquisadores e da participação em organismos internacionais, o Conselho fortalece as parcerias estratégicas para o Brasil, ao encontro do que estabelece a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.     

Sobre a Shell Brasil   

Há 112 anos no país, a Shell Brasil é uma companhia de energia integrada, com participação nos setores de Petróleo e Gás, Soluções Baseadas na Natureza, Pesquisa & Desenvolvimento e Trading, por meio da comercializadora Shell Energy Brasil. A companhia está presente ainda no segmento de Biocombustíveis por meio da joint-venture Raízen, que no Brasil também gerencia a distribuição de combustíveis e lubrificantes da marca Shell. A Shell Brasil trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia